Central das Cartas
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Para onde vai a parcela do consórcio

Quem está avaliando entrar em um consórcio costuma olhar para dois números: o valor do crédito e o valor da parcela mensal. Mas a parcela em si não é um valor único e indivisível — ela costuma ser composta por partes diferentes, cada uma com uma função específica dentro do funcionamento do grupo.

A maior parte da parcela vai para o fundo comum, que é o dinheiro reunido de todos os participantes do grupo e usado para contemplar, mês a mês, os créditos previstos no consórcio — seja por sorteio, seja por lance. É esse fundo comum que sustenta a lógica coletiva do consórcio: ninguém contrata um empréstimo individual, todos financiam a contemplação uns dos outros ao longo do tempo.

Outra parte é a taxa de administração, cobrada pela administradora responsável por organizar o grupo, gerenciar as contemplações, cuidar da documentação e operar o consórcio dentro das regras do Banco Central. Diferente do fundo comum, esse valor não entra na conta de crédito do participante — é a remuneração da empresa pela gestão do grupo, geralmente diluída ao longo de todo o prazo do contrato.

Também é comum existir um fundo de reserva, uma parcela menor destinada a cobrir eventuais inadimplências de outros participantes do grupo, protegendo o consórcio como um todo. Dependendo do contrato e da administradora, uma parte desse fundo pode ou não ser devolvida ao participante no encerramento do grupo — é um ponto que vale confirmar caso a caso, sem presumir.

Muitos grupos também embutem um seguro na parcela, normalmente cobrindo situações como morte ou invalidez do participante, para que a cota continue sendo honrada mesmo diante de um imprevisto grave, sem deixar a dívida para os dependentes.

Como a proporção entre essas partes varia por administradora e por modalidade de consórcio, o mais seguro — tanto para quem está entrando em um grupo novo quanto para quem está avaliando comprar uma carta já contemplada — é pedir o detalhamento completo da composição da parcela antes de decidir. Um consultor da Central das Cartas pode ajudar a interpretar esse detalhamento e esclarecer o que cada parte representa no caso específico.

Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?

Fale com um consultor e receba orientação sobre comprar ou vender sua carta.

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